sexta-feira, 27 de março de 2015

Sugestão de Fim de Semana - Trilhos e Cachoeiras em Cunha

O fim de semana está a chegar e é sempre bom ter uma dica de como passar o tempo, principalmente se for no meio da bela Natureza :) e se pudermos levar família e amigos. A minha sugestão para este fim de semana é para os meus leitores e amigos do outro lado do Atlântico, principalmente do Brasil, que muito me têm acompanhado e dado força e incentivo, ao longo destes cinco anos de blog.
 
Eu proponho que vão explorar o tranquilo município de Cunha, no leste do Estado de São Paulo. Este município é a estação climática que conserva a maior reserva de Mata Atlântica do Brasil. As opções de turismo da natureza, ou ecoturismo, encontradas na região são muitas, entre trilhas e cachoeiras que sugerem bons passeios para as pessoas que buscam relaxar e estar mais próximos da natureza.
 
 
O Parque Estadual da Serra do Mar é o núcleo de Cunha e disponibiliza um grande espaço de lazer para os visitantes, com exposições sobre o parque, monitores e rica biodiversidade. De lá, é possível encontrar três opções de trilhas para se fazer. A única que pode ser realizada sem acompanhamento de guia é a Trilha do Rio Paraibuna, com 1.700 metros. Outra boa opção de ecoturismo é para a Trilha do Outro, bem característica para a cultura local. 

Já para as Trilhas do Rio Bonito (7.700 metros) e das Cachoeiras (14.400 metros), é necessário a companhia de guias especializados. Os mesmos ficam à disposição, gratuitamente, nos fins de semana e feriados prolongados, com saída às 9h. A primeira trilha é realizada aos sábados e a segunda aos domingos. Uma dica é ir preparado com lanches, água, boné ou chapéu, protetor solar e roupas confortáveis. 
 
(Foto daqui)
Entre as principais quedas d’água de Cunha está a Cachoeira do Pimenta e a do Desterro, ambas com acesso pela Estrada do Monjolo. De fácil acesso, a primeira localiza-se ao lado do Museu de Energia da antiga Usina Hidrelétrica, e é ótima para o banho. Em dias de sol, é possível fazer a descida na estradinha de terra até bem próximo das águas. 
 
Para chegar até a segunda, mais próxima do centro, o visitante deve observar no km 11 da estrada, a placa que indica a subida com calçamento. O estacionamento fica próximo aos bambuzais, dentro da porteira. Após 300 metros de caminhada, é possível encontrar as duas quedas da cachoeira do Desterro, com volume significativo e águas cristalinas propícias para o banho.
 
 
 
Em Cunha, outras belas cachoeiras estão presentes, como a Cachoeira da Barra, com cerca de cinco metros de altura (sendo curiosa por terminar em um poço largo com uma prainha de areia), a Cachoeira dos Pilões, que conta com várias quedas d’água, mas precisa de autorização do parque para visitá-la, e a Cachoeira do Paraitinga, situada na beira da estrada que vai para Campos Novos e com piscina natural e também uma pequena praia de areia. 

Se quiserem mais informações sobre restaurantes e pousadas em Cunha, para poderem apreciar esta beleza toda, visitem o site do Roteiro de Turismo, que lá vão encontrar tudinho:
 
Gostaram da sugestão?
 
Bom fim de semana!
 
(este post é uma colaboração entre o "Ecológica, quem? Eu?" e o site  "Roteiro de Turismo")

segunda-feira, 16 de março de 2015

Como fazer uma horta na varanda: Parte I

Como já partilhei com vocês anteriormente, os meus pais vivem num apartamento, mas mesmo assim têm uma horta. Onde? Na varanda, pois claro.

Cada vez mais se fala na importância do que comemos e da proveniência dos nossos alimentos. Isso leva a que cada vez mais pessoas, mesmo as que vivem em apartamentos, se aventurem a ter uma horta.

(Imagem daqui)

Eu acho que é um bom projecto, ter uma horta na varanda. Eu própria, quando vivia na cidade, tive uma pequena horta, com alguns vasos. Na altura não tinha tanta prática no cultivo, mas mesmo assim experimentei e gostei dos resultados.

Apesar de ser a favor das pessoas que se aventuram a ter (e manter) uma horta num apartamento, imagino que possa ser um projecto um pouco assustador, principalmente para quem nunca teve nenhum contacto com o campo, agricultura ou qualquer tipo de cultivo, para além de um cacto num vaso :)

Assim, distribuindo por vários posts, irei dar algumas dicas e partilhar alguma informação, para ver se as hortas nas varandas se espalham por esse Portugal fora (e mais além, se possível).

Antes de tudo, tem que haver certas condições para se poder fazer uma horta na varanda:

1º - Ter uma varanda :) 

2º - Ter vasos ou outros recipientes que possam servir como vasos, tais como, caixas de gelado/manteiga, garrafões cortados, latas grandes... Convém que tenham um tamanho razoável, para as raízes estarem "à vontade" e as plantinhas possam crescer livremente.

3º - Ter substrato ou terra. Por experiência própria, aconselho que seja usado o substrato, pois se for terra corre-se o risco que hajam sementes de ervas daninhas e que, quando se semeie alguma coisa, a sementeira seja "engolida". Antes usava terra porque não queria gastar dinheiro. Mas aconteceu-me algumas vezes essa situação e é muito frustante. Quando comecei a usar o substrato, deixou de me acontecer. Vale bem o investimento.

4º - Ter sementes, rebentos de plantas e/ou plantinhas de alfobre. Para iniciantes aconselho as pequenas plantinhas e não as sementes, por uma questão de facilidade e porque não demora tanto tempo a ter resultados, o que é sempre uma mais valia :)

5º - Pôr as mãos à obra e plantar! Ou semear!

Para início, aconselho umas alfaces ou ervas aromáticas. Mas a beleza de se ter uma horta na varanda é que se pode ter vegetais tão diversos como couves, tomates, cenouras, feijão verde, pimentos, alho francês... tudo à mão. Há até quem tenha limoeiros!
Tudo depende da área disponível, da altura do ano e do esforço de cada um.

Inspirados? Entusiasmados? Quem é que vai começar já a pôr vasos na varanda?

Partilhem comigo as vossas experiências e estejam à vontade para colocar as vossas dúvidas.


quarta-feira, 4 de março de 2015

São já cinco anos


Faz hoje cinco anos que este blog nasceu :)

Com altos e baixos, muitas vezes devagarinho, aos poucos foi crescendo.

Agradeço o carinho de todos que, ao longo deste tempo, foram contribuindo para o crescimento deste espaço e com quem fui aprendendo também.

Estou grata também pelas palavras amigas e de incentivo com que fui agraciada ao longo destes anos, mesmo quando estava para desistir.


Pode não ser constante, mas é o meu espaço e gosto de cá estar. Espero que gostem também e que continuem a visitar-me :)

E agora, é tempo de dançar e comemorar!!!!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O Bloco A das cegonhas do Baixo Mondego


Num destes dias, quando andava meia perdida ali para os lados do Baixo Mondego (perto de Coimbra), deparei-me com esta imagem:


Não é que as cegonhas, fizeram destes postes de alta-tensão, blocos de apartamentos?

Achei incrível, tive que partilhar.

(clique na imagem para ampliar)
Será a Natureza a fazer o seu caminho, ou é a proximidade com a cidade dos estudantes que faz as cegonhas querer viver nestes "apartamentos"?

Bom fim de semana!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Fevereiro Matou a Mãe ao Soalheiro

Hoje, por aqui, está mesmo assim: ora chove, ora faz sol, ora está vento, ora aquece, ora chove e faz sol ao mesmo tempo...

Eu acho uma certa graça aos ditos populares, principalmente os  relacionados com o tempo, a agricultura e o cultivo, pois estes ditos surgiram após anos e anos de constatações. Assim, se tomarmos atenção ao significado destes ditos, ficamos com um Guia para Fazer Horta e Previsões de Colheitas.

"Fevereiro matou a mãe ao soalheiro" é um dito popular que eu ouvia em pequena, sempre nesta altura do ano. Não percebia o que queriam dizer com isso, pois se há ditos populares sobre os meses que são muito directos - tal como: Em Abril, Águas Mil... - este, não é um deles.
A história que a minha mãe contava era a seguinte:
"Estava a mãe do Fevereiro, na eira ao sol, nos seus afazeres, quando o Fevereiro, sacanita, toca de mandar um aguaceiro, uma carga de água tão forte e tão rápida que a velhota não teve tempo de se abrigar, ficando toda molhada. Como já era velhota, ficou doente, acabando por morrer, por causa da chuvada repentina que o seu filho Fevereiro mandou."
Traduzindo a história: em Fevereiro, o tempo pode ser bastante instável, por isso se fores fazer alguma coisa ao ar livre, leva chapéu e agasalho, senão arriscas-te a um resfriado.

Outros ditos populares (e menos mórbidos) sobre o mês de Fevereiro:

- Quando não chove em Fevereiro, nem bom prado nem bom celeiro.
- Fevereiro quente, traz o diabo no ventre.
- Em Fevereiro, Chuva; Em Agosto, uva.
- Neve em Fevereiro, presságio de mau celeiro. 
- Janeiro geoso e Fevereiro chuvoso, fazem o ano formoso.
- Tantos dias de geada terá Maio, quantos de nevoeiro teve Fevereiro.
- Quando não chove em Fevereiro, nem prados nem centeio.
 
E vocês, que ditos populares conhecem de Fevereiro?
 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Cinclus V

Tal como prometi no ano passado, este ano voltei a Vouzela, para assistir ao Cinclus V - o Festival de Imagem de Natureza de Vouzela 2015.

(Foto daqui)
Como já disse anteriormente, eu não fotografo. "Apenas" acompanho (e muito!). 
Adoro Arte, Natureza, Fotografia e Ar Livre. E quando se consegue agrupar todos estes aspectos num evento, é uma maravilha! Por isso, poder novamente assistir a este Festival, foi muito bom, tempo muito bem passado.

Tal como em 2014, vimos fotografias fantásticas e tivemos a partilha das experiências dos fotógrafos da natureza, nas suas viagens, que são sempre ricas e com algumas peripécias. 

Mas nem só de imagem/arte se fala neste Festival. Inerente à temática da Fotografia da Natureza, está o tema da ecologia. Quando se vêem fotografias de Ursos Polares e Lobos Ibéricos, vem obrigatoriamente à baila o tema da extinção das espécies. Quando se fala de fotografia do céu profundo (das estrelas, cometas e Via Láctea) tem que se falar da poluição luminosa - a excessiva (e muitas vezes, desnecessária) iluminação do planeta. São os temas, para lá da beleza. 

E uma vez mais, fala-se na necessidade de o Homem se lembrar que faz parte disto tudo, do Planeta, da Natureza e dos Ecossistemas. E que tem importância e quota parte de culpa, na destruição da Natureza.

De todos os oradores que assisti, destaco estes, não apenas pelas imagens, mas pela temática que abordaram:

Tiago Magalhães com "A complicada vida da borboleta azul";

Miguel Claro com as suas fotografias do céu profundo e Astrofotografia;

Oriol Alamany e a sua viagem ao Ártico (Svalbard) em busca do Urso Polar;

e João Cosme, "No trilho do Lobo Ibérico" (reportagem do National Geographic) e organizador do Cinclus.

E, tal como disse no ano passado, no próximo ano lá estarei :) E vocês?

Boa semana!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Pôr do Sol Invernal


Desde o início do ano, que a Mãe Natureza nos tem brindado com Pores-do-Sol maravilhosos. E eu tenho tido a sorte de testemunhar alguns :) Nesta foto, consegue-se ver uma pequena parte da maravilha que é o Rio Dão, neste Pôr-do-sol fantástico (olha eu, na pontinha da margem...).

Não foi há muito tempo que comecei a descobrir as margens do Rio Dão. Nem sempre é fácil encontrar um acesso para as margens, mas vale o esforço - a beleza das margens rochosas é grande, complementada com as folhagens das árvores (ainda) autóctones: carvalhos, sobreiros, medronheiros... Ouvem-se passarinhos, o correr das águas e ainda ontem vi um esquilo!!! É verdadeiramente relaxante...

(Vejam aqui, aqui e aqui mais exemplos da beleza deste Rio)

Para apreciar esta beleza natural mais facilmente, é só percorrer a Ecopista do Dão, de Tondela a Santa Comba Dão, a caminhar, correr ou de bicicleta.

Boa quinta-feira!!!