quinta-feira, 21 de julho de 2016

7 Dicas Para Que Roupa Dure Mais Tempo - Parte 1

Como devem imaginar, eu não compro muita roupa. 
Tenho uma espécie de armário-cápsula para cada estação e normalmente só compro algo quando preciso. 
Por exemplo, agora ando à procura de um vestido de Verão versátil. Neste momento só tenho um e não dá para todas as ocasiões. Com esta aquisição irei substituir uma saia comprida que já tinha há quase 20 anos (lembro-me de a ter usado quando andava a tirar o curso na Guarda!...) e que se começou a rasgar na última sexta-feira. Gostava muito da saia comprida, mas por uma questão de versatilidade irei apostar agora num vestido.

Sim, na minha mão, geralmente as peças de roupa (e também calçado) duram bastantes anos. E não é guardadas no armário, eu uso a roupa :) 

Caso se estejam a perguntar se tenho algum poder mágico ou se fiz alguma magia de conservação nas peças, lamento desiludir-vos mas não. Que eu saiba não há nenhuma fórmula mágica que impeça a roupa de ficar com aquele aspecto velho, descolorida, coçada e com borbotos.

Mas há alguns truques e cuidados que se podem ter, que atrasam o inevitável e que fazem com que se conserve o aspecto novo da roupa, durante mais tempo.
Irei partilhar com vocês o que costumo fazer para que a minha roupa dure mais, com melhor aspecto. 

Para ajudar à explicação de como e porquê destas dicas darem resultado, pesquisei em vários sites e fontes. Por uma questão de simplificação, resumi a lista às 7 dicas que eu acho mais importantes e fiz uma lista resumida (última imagem) para ser mais fácil memorizar e partilhar. 
Para não ser tão maçador, focarei hoje as três primeiras dicas e numa próxima vez terminarei a explicação das restantes quatro.

(imagem adaptada de uma foto daqui)

1. APOSTE EM TECIDOS DE QUALIDADE:

Vamos começar pelo início. Os tecidos de qualidade duram mais, é lógico. 
Mas na hora da compra, quem é que olha para a etiqueta para ver de que tecido é feito a peça de roupa que estamos a escolher? Eu vejo, porque não quero desperdiçar dinheiro numa peça que depois de 3 lavagens fica com um aspecto horroroso. 
Existem 3 tipos de fibras: as naturais (lã, algodão, seda e linho), as sintéticas (poliéster, acrílico) e as artificiais (viscose, acetato, modal). As fibras que têm maior durabilidade são as naturais e logo a seguir as artificiais. Aconselho a fugir das peças de composição sintética, pois desgastam mais facilmente e agarram mau cheiro mais rapidamente.
Para melhor compreender os diferentes tipos de tecido e as suas características aconselho a leitura deste artigo da Ana, pois é um guia bastante completo e bem explicativo de em quais tecidos se deve apostar e porquê.

2.  LEIA E SIGA AS INSTRUÇÕES DE LAVAGEM:

Parece que estou a apontar para o óbvio, mas na verdade quem é que lê as instruções de lavagem de TODAS as peças de roupa, antes de as meter na máquina? E quantas vezes é que é que cortamos as etiquetas porque são grandes demais ou porque nos fazem comichão? Pois.
Para melhor gerir as diferentes necessidades de lavagem e evitar confusões futuras quando cortam as etiquetas, proponho que criem um quadro ou tabela (pode ser escrito à mão) e que o coloquem na zona onde lavam a roupa ou no armário onde a guardam. Tem-se esse trabalho inicial, mas depois poupa-se tempo e, mais importante, "desastres" com a roupa. 
Se não acharem necessário estar a tomar nota das instruções de lavagem de todas as peças de roupa que têm, façam como eu: na minha tabela só anotei as instruções daquelas peças que têm que ter um tratamento mais cuidado (lavagem à mão, temperatura baixa, sem centrifugação...). E resulta!

3. EVITEM AS TEMPERATURAS ALTAS NA LAVAGEM:

Para quem não quer estar a seguir a dica anterior, esta terceira dica acaba por evitar aquelas surpresas indesejáveis de quando se lava uma peça acima da temperatura correcta. 
Não há assim tantos tecidos e cores que aguentem lavagens constantes a alta temperatura, sem se deformar ou perder a cor. Mas a maioria das vezes basta uma lavagem a uma temperatura alta demais, para arruinar uma peça de roupa. 
Lãs, sedas e tecidos sintéticos têm nas altas temperaturas inimigos mortais, pois encolhem, deformam e ganham borbotos (aquelas bolinhas chatas e feias).  
Para evitar isso o melhor é escolher lavar sempre a temperaturas de 40º C ou menos. Para nódoas difíceis ou roupas muito sujas é preferível fazer pré-tratamentos ou outro tipo de lavagens. Noutra altura falarei sobre os tipos de pré-tratamento da roupa que faço, versão ecológica, claro :)
Além disso, reduzir a temperatura na máquina da roupa é mais ecológico. Poupa-se energia e dinheiro na factura da electricidade.



E estas foram as dicas de hoje. Brevemente trarei a explicação das outras quatro.

Boa quinta-feira!

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Mirtilos e Gentileza Gera Riqueza

Enquanto os melões e as melancias da horta não chegam, a fruta de eleição deste Verão tem sido o Mirtilo. A pequena e deliciosa baga azul arroxeada, rica em antioxidantes e muitos outros nutrientes*, tem sido a fruta mais consumida nesta última semana, por estes lados.

(Mirtilos do lanche)


Eu conto. Foi na semana passada, que a minha mãe foi ao mercado municipal e me trouxe uma caixinha de mirtilos. Ela sabe que eu gosto e sabe também que faz bem na prevenção das cistites, problema chatérrimo que eu sofro desde bem pequena (falarei melhor sobre isto noutra altura)

Quando recebi a caixa, detectei uma pequena anomalia na embalagem, que em nada implicava na conservação ou frescura das bagas. Mas decidi comunicar à empresa essa anomalia, por uma questão de consciência. E assim fiz. Enviei uma mensagem privada na página de Facebook da empresa, com uma foto da embalagem, a alertar para a situação.

Eles foram muito simpáticos, agradeceram muito o reparo e foram verificar as outras embalagens nos pontos de venda. A minha afinal era a única que tinha aquela situação. Não tinham que me dar essa informação, mas como cliente até gostei de saber o seguimento do processo.

Mas o que aconteceu a seguir é que foi absolutamente surpreendente e inesperado. No final desse dia, já tarde, tinha uma mensagem a dizer que me queriam agradecer a informação, com uma caixa de mirtilos! Tive que ler novamente a mensagem, pois nos dias que correm, onde é que uma empresa faz isto?
Não posso negar, fiquei super-contente e orgulhosa de ter perto de mim uma empresa que reconhece que gentileza gera riqueza e que não se preocupa só com o lucro. Eu, que até já era cliente, fiquei fã. Para além de produtores biológicos, com produtos deliciosos, são simpáticos e gentis. Ainda há esperança no mundo!

Mas não acabou por aqui, pois quando fui buscar a caixa de presente ao mercado municipal, vi que não me tinham deixado uma mas sim DUAS caixas. Fiquei sem palavras. Ainda disse à senhora que tinha guardado a encomenda, que devia haver algum engano, mas ela disse que não. 

(as duas caixas)

Conclusão disto tudo: afinal, sempre compensa fazer boas acções e aqueles mirtilos são definitivamente os melhores do Mundo!

Boa semana!

*Nutrientes do Mirtilo: é rico em vitaminas A, B, C e diversos sais minerais, como cálcio, cobre, ferro, fósforo, magnésio, manganês, potássio, selénio e zinco. A pequena baga tem também pectina e taninos, bem como ácidos málico, cítrico e tartárico e é rica em fibra.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Sugestão de Fim de Semana - Eco Porto e mais

O fim de semana está à porta e hoje trago uma sugestão para quem vive mais para o Norte do país. No próximo domingo dia 19 de Junho, no Jardim Botânico do Porto que irá acontecer o Eco Porto, iniciativa organizada pela Alfaia Officinalis.

O Eco Porto será um evento que promove a ecologia e a sustentabilidade e que irá reunir num só espaço artesãos, formadores, produtores de produtos biológicos, artistas e associações que se enquadrem neste espírito ecológico. Este evento tem como principais objectivos a consciencialização dos temas da ecologia e sustentabilidade ao público em geral, bem como a criação de pontes e ligações entre todos, sem esquecer a diversão, claro. A entrada no espaço é gratuita, embora hajam algumas actividades que são pagas.


Pelo que tenho acompanhado, está-se tudo a compor para ser um evento bem interessante e movimentado. No Eco Porto irão realizar-se várias actividades, de diferentes temáticas. É mesmo à escolha do freguês, ora vejam:
- Técnicas de Impressão com Elementos Naturais;
- Oficina de Chucrute;
- Aula Aberta de Capoeira;
- Performance Teatral "Aceitas?";
- Oficina de produtos de limpeza e cuidado corporal;
- Concertos vários;
- Mercado de Produtos Biológicos;
e muito mais.
Para saberem mais sobre este evento, acompanhem as novidades na página do evento aqui. Ou então, passem no próximo dia 19 de Junho no Jardim Botânico do Porto e vejam o que estará a acontecer por lá :)
*    *    *
 
No domingo seguinte (26 de Junho), em Tondela - Viseu vai haver mais uma edição da Caminhada Ecológica, organizada pelo Centro Municipal de Marcha e Corrida de Tondela.

Será um domingo em cheio, com direito a caminhada, piquenique, testes de saúde gratuitos, dança, hidroginástica e muita diversão. Para quem quiser ir, apesar de ser gratuito, terá que fazer uma inscrição prévia aqui.

Para saber mais sobre esta iniciativa, acompanhe tudo aqui.

 *    *    *

Já eu, neste fim de semana, vou aproveitar para dar um salto à horta e apanhar mais feijão verde (e o que houver mais). Depois das ervilhas, o que está a dar agora na horta é feijão verde, muito, muito. Não me canso de dizer, quando trabalhamos em conjunto com ela, a Natureza consegue ser muito generosa :)
E por isso mesmo, vou aproveitar os frutos dessa generosidade e partilhar com a família. O resto irei congelar,  para ter feijão verde do bom ainda durante mais alguns meses. Mas aceito sugestões, para aproveitar tanto feijão.

E vocês, o que vão fazer no fim de semana?

Bom fim de semana!

quinta-feira, 2 de junho de 2016

A Horta de Junho (2016)

A nossa nova horta já está a dar frutos, ou melhor, legumes. E apesar da erva andar a tentar invadir todo e qualquer pedacinho de terra daquele terreno, mesmo assim ainda conseguimos ir mantendo a horta apresentável.

Da última vez que aqui falei da horta já tínhamos plantado/semeado cebolas, alhos franceses, couves, beterrabas, salsa, hortelã-pimenta, coentros, ervilhas de quebrar, dois tipos de alfaces, alecrim e cravos túnicos.

Depois disso, já plantámos/semeámos mais beterrabas, feijão (3 tipos de feijão verde e também do seco), tomates (chucha e coração), pimentos, courgetes, pepinos, melões e melancias. 

Na verdade o tempo este ano não tem estado nada normal e algumas culturas ressentiram-se com tantas voltas e diferenças de temperatura. A hortelã-pimenta não deu nada e algumas das couves não pegaram. Mas no geral, tudo correu bem e agora é que estamos a começar a colher os resultados do nosso trabalho.


Algumas das cebolas já foram apanhadas, pois com tanta chuva que caiu, as folhas acabaram por apodrecer e se não tirássemos as cebolas da terra, apodreciam também. Algumas ainda eram pequeninas, mas a maioria já estava de um bom tamanho.
Desde há um mês, ou mais, que se apanham alfaces e aproveito sempre para trazer também salsa e coentros, que adoro. Os coentros agora com este calor já estão a começar a espigar e irei aproveitar para recolher as sementes: uma parte irei guardar para semear para a próxima vez e o resto irei guardar para usar na cozinha.


As ervilhas de quebrar começaram tímidas, mas agora estão enormes e todos os dias que se vá à horta que se apanham umas quantas. Já comemos várias vezes e já distribuímos pela família. Começa a ser a altura de congelar, com tantas que temos! 

(alfaces, ervilhas de quebrar, salsa, coentros e alho francês)
Da última vez que fomos à horta trouxemos esta "sacada" de vegetais, já viram a poupança que foi?

Agora, começa o feijão a crescer, já se lá vêem umas pequeninas vagens, os tomateiros e as courgetes também já têm flor. As couves, apesar de tudo o que passaram lá se foram aguentando.

Resta continuar a regar, tirar ervas, fazer uma estrutura  para os tomateiros e colher, colher muito e muita variedade.

E logo à noite para o jantar a sopa vai ter cebola, alho francês e couves da horta (as primeiras), mal posso esperar para provar.

Boa quinta-feira!

- O Ecológica, quem? Eu? já tem página de Facebook. Para verem mais novidades da horta, outras dicas e eventos ecológicos ou só para partilharem energia positiva, sigam o link: https://www.facebook.com/Ecol%C3%B3gica-Quem-Eu-129741427430691/ -

domingo, 22 de maio de 2016

Viver com Pouco ou Viver com o Essencial?

Há umas semanas atrás, rumámos ao Sul para ir passar o fim de semana a casa de uns amigos. Eles vivem para os lados de Almada, por isso foi uma boa oportunidade para passear, visitar outras paragens e, claro, passar tempo com pessoas amigas, que não vemos muitas vezes.

Entre os passeios e as conversas, fomos partilhando as nossas experiências, falando do dia-a-dia, contrapondo a vida deles, na cidade, e a nossa, no campo. 
Eles foram falando das distâncias que tinham que percorrer todos os dias (casa/trabalho/casa), das pontes, do trânsito, do stress das pessoas, dos horários deles e dos miúdos, da falta de tempo...
Nós fomos falando das caminhadas, da horta, da fotografia, dos nossos passeios pelas serras aqui à volta, dos estrangeiros que se estabelecem por aqui para viverem a reforma com qualidade, de auto-sustentabilidade...
Mas a uma dada altura, um dos nossos amigos citadinos disse uma coisa que me ficou a bater no pensamento durante algum tempo. Enquanto estávamos a falar em como deve ser libertador viver o mais auto-sustentavelmente possível, sem stress, produzir a própria comida, sem trânsito, com tempo para tudo, dormir bem, ele lembrou-se de uma questão, importante para ele, e que fez esfriar o tema da conversa: 
"- Isso é tudo muito lindo, mas uma pessoa habitua-se a um certo estilo de vida e depois não consegue viver com pouco!"

Eu confesso que fiquei um pouco chocada, mas como todas as pessoas têm direito à sua opinião, não alonguei o assunto. A verdade é que depois fiquei a matutar naquilo. Eu não trocava a minha vida pela dele, mesmo que, aparentemente, a vida dele seja melhor. Para mim, lidar com stresses é stressante e eu não quero isso. Prefiro ter menos coisas, mas ter tempo para me dedicar às coisas que gosto (como o estar aqui a contar esta história no blogue). Prefiro não ter um carro topo de gama, mas não precisar de passar uma hora no trânsito (para cada lado). Prefiro viver num local onde os ordenados são naturalmente mais baixos, mas poder ter tempo e energia para cultivar a minha horta e assim ter a certeza daquilo que como.
Se há coisas negativas na minha vida? Sim, há. Mas haveria muitas mais, se vivesse uma vida como a deles.

Mas há uma questão importante em relação a tudo isto: o que é realmente o "viver com pouco"?
Como já disse anteriormente, um dos meus sonhos de vida é ser o mais auto-sustentável possível. Ter horta, galinheiro, reutilizar coisas, aproveitar ao máximo o ciclo de vida útil das coisas, reduzir consumos, ir à lenha, fazer pão, construir e produzir coisas com as minhas mãos, e quem sabe até fazer a minha própria cerveja? 
E isso não é "viver com pouco". É viver com fartura! Fartura de saúde, fartura de sabor, fartura de tempo, fartura de diversão e fartura de não-stress. E ainda se poupa dinheiro.

(Um dos passeios desse fim de semana - Cabo Espichel)
Logicamente nem todas as pessoas são talhadas para a vida de campo e nem têm que o ser. O meu sonho é meu e entendo que nem toda a gente esteja para aí virada. Porque, apesar de ser uma vida mais equilibrada e saudável, é necessário algum trabalho e nem todos o conseguem, ou querem.

O que eu penso é que há por aí muita confusão nas cabeças das pessoas. Será talvez só uma questão de semântica, mas a diferença é grande. Porque aquilo de que estávamos a falar na altura, não era de experiências de vida de pessoas que "vivem com pouco". Eram experiências de vida de pessoas que vivem com o Essencial. Que é bastante diferente. 

Quando uma pessoa descobre o que é verdadeiramente importante na sua vida e se despoja do que é acessório, liberta-se de uma forma que não é possível através de outros meios. E torna-se numa pessoa mais feliz. O Minimalismo, por exemplo, é uma forma de libertação. Destralha-se, livramo-nos do que está a mais e fica-se com o Essencial. O Armário-Cápsula é outro exemplo de libertação do desnecessário, focando-nos apenas no Essencial. O Síndrome do Pensamento Acelerado acontece quando nos deixamos de focar no Essencial e ficamos enrolados em milhares de pensamentos desnecessários. Poderia dar muitos mais exemplos, mas acho que já perceberam a ideia.

A verdade é que nos andamos a enganar, ou a ser enganados, com esta história que temos que ter muito para sermos felizes. E isso é uma mentira. Nós, para sermos felizes, temos é que ter o necessário, o Essencial. O que nos vale ter dinheiro para ter dois ou três tablets, se não temos tempo para estar com a nossa família e com os amigos? O que nos vale cem sapatos, se não nos sentimos bem com o nosso trabalho? O que vale trabalhar mais para ganhar mais, se depois vamos gastar esse "mais" em ATL's, pois ficamos sem tempo (e alguns, sem vontade) de estar com os filhos?

Todos nós, a uma certa altura da vida, deveríamos fazer uma análise interna. Olhar bem para dentro de nós e ver o que é realmente importante, essencial para nós. Se isso acontecesse, viveríamos todos num Mundo melhor.

Conseguem viver com o Essencial, ou ainda precisam de muito para serem verdadeiramente felizes?

Boa semana!

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Alimentos Anti-inflamatórios

Ontem acordei cheia de dores. Desde os tornozelos, até aos músculos interiores das coxas, passando pela parte inferior das costas e acabando no pescoço, parece que todo o corpo me resolveu chatear.

Não sei se terá sido dos treinos de anteontem e do dia anterior, que-isto-de-estar-sem-treinar-enferruja-nos-o-corpo. Ou pode ter sido de ter ido para a horta e ter-me posto a ceifar como se não houvesse amanhã (desvantagens de não ter maquinaria). Pode ainda ser fruto da idade, que os anos não voltam para trás e a chuva, que ontem voltou a cair com força, pode ter ajudado a enferrujar os ossos e as articulações.

Ou será apenas uma conjugação de tudo isto... 
Mas antes de pensar em tomar um anti-inflamatório (e essa hipótese atravessou-me o pensamento...), não será melhor olhar para a minha alimentação? O esforço físico dos últimos dias, aliado a alguns distúrbios na minha alimentação normal, podem ter potenciado estas dores chatas, que me emperram os projectos e me achatam a disposição.

Existem alimentos que ajudam a diminuir e a prevenir estas dores e que facilmente se integram na nossa alimentação. Alimentos ricos em Vitaminas (como a A, B, C e E), Minerais (como o magnésio), Ácidos Gordos essenciais (como os Ómega-3) e com muitos Antioxidantes, são a chave para a diminuição das inflamações e consequente diminuição das dores e do tempo de recuperação. São os chamados  alimentos anti-inflamatórios e actuam como "medicamentos" naturais.

(Imagem daqui)
Estes são alimentos ou grupos de alimentos que, pelas suas características e componentes, são os alimentos de topo de qualquer Alimentação Anti-Inflamatória digna desse nome. Após a leitura de várias fontes, resumi nesta lista quais são os alimentos que não devem faltar na minha (e na vossa...) alimentação:

- Hortaliças de folha verde: Quanto mais escuro melhor. Por isso, bróculos, couve-galega, couve portuguesa e outras couves de folha escura, bem como a rúcula e o agrião, devem fazer parte da alimentação diária. Dar preferências a hortaliças de origem biológica (ou da horta, se for como a minha), pelas razões lógicas.

- Gengibre: Já é sabido há algum tempo que o gengibre contém substâncias anti-inflamatórias que reduzem os níveis de inflamação e também ajudam no tratamento de constipações e gripes.

- Peixes Gordos: Peixes como a sardinha, tão característica das nossas costas, e outros, tais como, atum, arenque, salmão e cavala, são ricos em Ómega-3, substância que inibe a inflamação e ajuda na prevenção de muitas doenças.

- Fruta Fresca: As várias frutas são ricas em diversas substâncias, tais como Vitaminas e Minerais, que ajudam a afastar as inflamações da nossa vida. Citrinos e frutos vermelhos devem estar no topo da lista, mas as bananas e todas as outras frutas não devem ser postas de parte.

- Frutos Secos: As nozes, as castanhas-do-pará, as amêndoas, as avelãs e os cajús, apesar de serem calóricos, possuem muitos nutrientes necessários, nomeadamente ácidos gordos, como o Ómega-3. E são uma excelente opção de pequeno lanche saudável.

- Legumes Laranja e Vermelhos: O Betacaroteno e o Licopeno são daqueles nutrientes que queremos que sejam regulares na nossa alimentação. Assim sendo, não devemos ser estranhos com a cenoura, a batata-doce, a abóbora e o tomate.

- Sementes: Não somos pássaros mas devemos seguir o seu exemplo. Por todos os nutrientes saudáveis que carregam, a linhaça, o sésamo, a quinoa, as sementes de girassol e chia, fazem parte, com pleno direito, desta lista de alimentos anti-inflamatórios.

- Leguminosas: Favas, ervilhas, grão de bico, lentilhas e os vários tipos de feijão, para além de conterem muita fibra e diversos minerais, são ricos em proteína vegetal, que é menos inflamatória para o organismo que a proteína animal.

- Outros alimentos que não devem ficar de fora desta lista: Vegetais roxos (beterraba, couve e cebola roxa), azeite, vegetais brancos (couve-flor, alho, cebola, nabo e couve branca), ovo e soja.

A verdade é que nós somos mesmo aquilo que comemos e se não consumirmos o que o corpo quer e precisa, ele reage: inflama, fica doente e dói.

Por isso, fora com os alimentos processados, com os açúcares, com a carne em excesso, com os alimentos de "aviário", produzidos em massa, cheios de químicos e que não fazem bem à saúde. 

E se fizerem exercício físico ou se andarem na horta como eu, não se esqueçam dos alongamentos no final. Também ajudam a evitar estas dores que tenho agora (lembrete mental pessoal :P).

E vocês, como combatem as inflamações e dores?

Bom fim de semana :)

sexta-feira, 22 de abril de 2016

5 vegetais para cultivar na Horta da Varanda na Primavera

A chuva parece que não nos quer largar e a nossa horta está em espera, mas isso não quer dizer que as hortas não andem nos meus pensamentos. Como sabem, os meus pais vivem num apartamento e têm a varanda cheia de vasos e floreiras, com flores e legumes. É uma forma de a minha mãe poder ter à mão ervas aromáticas e vegetais da época, sem ter que sair de casa.
(Vaso de Hortelã na Varanda dos meus Pais)
Para quem vive na cidade e/ou não tem um terreno onde possa cultivar, é uma boa opção apostar na Horta de Varanda. Já falei anteriormente de alguns aspectos a ter em conta quando se quer apostar em ter uma Horta na Varanda (aqui, aqui e aqui). Hoje vou dar cinco sugestões de vegetais que, pela sua facilidade e adaptabilidade, são os queridinhos de qualquer Horta de Varanda que se preze.

Alfaces:

Podem ser cultivadas todo o ano na varanda, pois existem vários tipos, uns mais adaptados ao calor e pelo um mais ao frio. Gostam de solo arejado e húmido (mas não encharcado), sol directo ou sombra parcial e locais arejados. Em 5/6 semanas consegue-se ter uma alface digna duma bela salada. E como o Verão vem aí, está na altura de ir à estufa, comprar umas quantas e colocar em vasos ou floreiras. Como as raízes não ficam muito grandes podem ser usados recipientes mais baixos (20 centímetros), desde que tenham uma boa drenagem.

Tomates:

Como estamos na temática das saladas, porque não aproveitar e cultivar tomates, para acompanhar a alface? Para os tomateiros é necessário ter um pouco mais de logística, uma vez que o tomateiro gosta de trepar. O ideal será colocá-lo num local onde se possa colocar estacas de madeira ou junto a uma treliça, para depois ir atando a planta para ela poder desenvolver à vontade. Tal como a alface, gostam de algumas horas de sol directo e solos húmidos mas não encharcados. Tem que se ter cuidado na rega, uma vez que não gostam de ser regados por cima. Convém regar junto à terra (e isto é válido também para os tomateiros nas hortas). Ao contrário da alface, o tomateiro gosta de espaço para as raízes, por isso deve-se optar por usar recipientes com 40 centímetros no mínimo, para ter melhores frutos. Ter em atenção que quanto maior o fruto (tomate) mais espaço será necessário, por isso se a varanda for pequenina, será melhor escolher o tomate-cereja ou cherry.

Courgettes ou Abobrinhas:

São ótimas nas sopas e em salteados e para usar em pratos poucos calóricos, como substituição de esparguete e outras massas. Quando cultivadas em vasos necessitam de um pouco mais de rega do que na terra, mas como as culturas que falei anteriormente, também não gostam de solos encharcados. É preferível fazer-se regas mais frequentes. É pouco exigente a nível de tipo de solo, já que se adapta facilmente a qualquer um, mas precisa de muita luz diariamente. Quando se planta courgettes numa varanda tem que se ter atenção que esta cultura tem tendência a espalhar-se (folhas e frutos), por isso se tiver uma varanda pequenina, talvez não seja a melhor escolha.

Feijão Verde ou Feijão-de-Vagem: 

É uma das culturas que os meus pais costumam ter na varanda. O feijão é fácil de cultivar e até iniciantes conseguem fazer germinar um feijão num vaso! Gostam de solos férteis, húmidos mas bem drenados. A luz solar também é importante, por isso deve ter luz solar directa algumas horas por dia. Deve-se ter atenção pois para além das variedades do feijão em si, há também dois tipos de feijoeiro: o trepador e o rasteiro. Para se cultivar o feijão na varanda, é mais aconselhável optar pelo feijão rasteiro. Mas se forem aventureiros e quiserem colocar estacas nos vasos, estejam à vontade por experimentar cultivar feijão trepador.

Pimentos:

Facilmente se consegue ter pimentos num vaso. Tal como os tomateiros, precisam de estar em vasos mais profundos e a planta também cresce bastante em altura, por isso deve-se ter estacas ou canas à mão. O solo deve ser leve, fértil e bem drenado. A rega deve ser frequente, sem encharcar e junto à raiz. Deve-se ter em atenção que os pimentos (os frutos), quando cultivados em vasos, podem não crescer tanto como os que estamos habituados a comprar no supermercado. Os pimentos mais usuais por cá são os verdes, os vermelhos e os amarelos. (Nota: ter em conta que os pimentos vermelhos não são, nada mais nada menos, que os pimentos "verdes", só que maduros!)

Se quiserem experimentar e pôr as mãos na terra, esta será a altura do ano ideal para o fazer. Como já disse anteriormente, aconselho a comprar mudas das plantas escolhidas, ao invés de fazer sementeira. É muito mais fácil e aumentam bastante as hipóteses de sucesso, principalmente se não tiverem experiência na matéria. E apesar de já haver plantas e aromáticas em vasos, em grandes superfícies, é preferível comprá-los em estufas e hortos, pois não sofreram com o ar-condicionado.

Não se esqueçam que uma plantinha é um ser vivo. Precisa de atenção, água e muitas vezes comida. Por exemplo, se fazem café em casa, ponham os restos do café nos vasos, que elas adoram.
 
Comemorem o Dia da Terra e Bom fim de semana!