quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Tratamento natural para Terçolhos



Definição de Terçolho: O terçolho é uma inflamação aguda, de origem infecciosa, de uma glândula sudorípara ou sebácea das pálpebras, que provoca um abcesso doloroso.(daqui)
Pode ser interno ou externo, conforme a glândula que estiver inflamada (sudorípara ou sebácea).

(Imagem retirada daqui)

Também chamado de hordéolo, terçol, terçogo, treçolho, viúva ou cortelho, já toda a gente teve, ou conhece alguém que teve, um terçolho. É uma infecção chata e enervante, que ainda no ano passado tive a infelicidade de ter. E resultou num terçolho bem grande! 

Dos tratamentos naturais que pesquisei, o mais simples e natural foi o que resultou comigo: compressas de água quente.

Como fazer: embeber uma compressa/pano pequeno limpo em água quente (o mais quente que se conseguir suportar na pele) e colocar sobre o olho, deixando estar até compressa/pano arrefecer. Repetir a operação algumas vezes ao dia. Não usar a mesma compressa ou pano, para evitar propagação de infecção.

O calor vai “abrir” o terçolho e fazer com que o conteúdo da infecção seja drenado, reduzindo gradualmente o abcesso, até passar.

Há umas semanas atrás comecei a sentir no olho esquerdo aquela comichãozinha chata, com um certo ardor, que normalmente prenuncia os terçolhos. Passei a tarde a controlar-me para não esfregar o olho. Assim que cheguei a casa, apliquei logo a compressa de água bem quente e antes de deitar também. De manhã acordei já sem o ardor e sem quaisquer sinais de inchaço ou abcesso :)

Para mais informações sobre este tipo de inflamações, vejam aqui. 

ATENÇÃO:
Caso o terçolho seja acompanhado de febre, corrimento, alterações de visão e/ou dor intensa, consultem um médico. Se o abcesso não passar em sete dias ou se voltar a aparecer num curto espaço de tempo, consultem também um médico. Nestes casos, pode ser necessário um tratamento medicamentoso e/ou uma pequena cirurgia, para drenar a infecção. E NUNCA espremer um terçolho, pois não é uma borbulha. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Auto-sustentabilidade e Azeitonas


Um dos meus sonhos é ser o mais auto-sustentável e auto-suficiente possível. Por enquanto, isso não é possível, pois para cumprir este sonho tenho primeiro que ter uma propriedade minha, onde possa tomar as decisões em acordo com este meu objectivo. 

Ainda ontem estava a ver um episódio da série "Alasca: The Last Frontier" e a pensar no que eu farei quando tiver essa possibilidade. Esta série relata a vida de uma família que vive numa propriedade do Alasca remoto e acompanha as várias tarefas diárias que têm que fazer, sendo que a vida que vivem é praticamente de auto-suficiência. Só para verem o quanto eles têm que ser auto-suficientes, o Atz Lee e a Jane Kilcher estavam a fazer a própria cerveja e ele dizia a uma dada altura, que se queria beber uma cerveja ao fim do dia, tinha que ser ele a fazê-la (pois o bar mais perto é bastante longe).

Esta é uma das minhas séries favoritas e acho esta família e o seu modo de vida bastante inspiradores. Apesar de poderem viver doutra maneira, não tão isolados, escolheram viver assim. Eles cultivam os seus próprios alimentos, criam vacas, galinhas, cabras, abelhas, fazem os seus próprios remédios naturais, constroem as suas casas e estruturas, caçam, pescam, não põem nada fora, têm um extremo respeito pelo equilíbrio da Natureza e, acima de tudo, são felizes. É uma vida muito trabalhosa, mas não de privações. Quando querem alguma coisa, fazem-na, é simples.

Uma das coisas que eu acho interessante nesse modo de vida, é o espírito de entre-ajuda que têm entre eles  e com os vizinhos das propriedades em volta. E isso é uma coisa que cada vez menos vejo existir por aqui. Talvez por a vida estar tão facilitada (em termos de sobrevivência) é que as pessoas estão a perder o sentido de entre-ajuda, de comunidade, de gratidão pela vida.

Isso dá espaço a que outros sentimentos, que não são bons e que são tóxicos, proliferem. A frieza, o egoísmo, a inveja, o consumismo, o desperdício, a ganância, a corrupção, a falta de empatia e por aí fora, têm mais tendência a aparecer.

Por exemplo, quando faço a minha própria horta, sinto-me bem, orgulhosa do meu trabalho, fico com o sentido de dever cumprido e ainda é saudável, para o corpo e para a mente. Quando faço ou construo alguma coisa com as minhas próprias mãos, também. Biscoitos caseiros serão sempre mais saborosos que os de compra e se os oferecemos a alguém, têm um significado mais profundo.
E estas são algumas das razões para que um dos meus sonhos é ser o mais auto-sustentável e auto-suficiente possível.

(azeitonas na salmoura com murta e alho)
Por enquanto ainda não faço a minha própria cerveja :) mas já vou fazendo outras coisas que quero ter e comer. Como as minhas azeitonas caseiras. As da foto acima, são as actuais e estão quase, quase no ponto. É só mudar a água mais uma vez e já devem estar boas para comer.

A receita para curtir as azeitonas é esta e se quiserem ver "Alasca: The Last Frontier", passa no Discovery Channel às sextas à noite.

Boa semana!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Como prevenir constipações


Inverno! A altura do ano onde há mais concentração de espirros, tosse, gargantas roucas e inflamadas, narizes entupidos e ranhosos e outras chatices semelhantes. E neste início do ano, parece que toda a gente anda a sofrer ainda mais. Até na blogosfera! 
 
Toda a gente menos eu. E ele.

E qual é o nosso segredo? Não, não é sorte, é Equinácea.

No início do Outono, tomámos um suplemento natural de Equinácea, durante aproximadamente um mês, e isso é que é o truque para passar um Outono/Inverno sem grandes maleitas invernais (tais como constipações, gripes, resfriados, etc).

A Equinácea é uma planta originária da América do Norte e as suas propriedades medicinais já eram conhecidas pelos Índios, muito antes da chegada do colonos ingleses. 

(Imagem daqui)
De todas as propriedades que esta planta tem (e são muitas), destaco a propriedade imunoestimulante. Ao tomar Equinácea, como vai estimular as defesas do nosso organismo, haverá um reforço do nosso sistema imunológico e assim será mais fácil, ao nosso corpo, combater pequenas maleitas e resfriados. 

Já não é a primeira vez que tomo Equinácea no Outono e todos os anos em que tomei, notei bem a diferença. Ou melhor, noto diferença nos anos que não tomo! No Outono/Inverno passado não o fiz e o que é certo é que passei a época toda com constipações, febres, gastroenterite e coisas do género. Nem a passagem de ano escapou! Comecei o ano de cama :(

Comigo resulta e tomarei sempre que possível. 

E vocês, que truques usam para resistir a esta época sem ficar doentes?

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Bem-vindo 2016!

Agora que as Festividades estão a chegar a fim, com o dia de Reis mesmo a espreitar, será a altura ideal de fazer um balanço do ano que passou e entrar com toda a força e energia neste novo ano.

A verdade é que 2015, dadas as circunstâncias, até correu bastante bem. Tive boas surpresas, novas descobertas, trabalho recompensado, amizades inesperadas... Em suma, foi bastante melhor que 2014, 2013, 2012... 

Descobri as Buracas de Casmilo, transpirei nos Passadiços do Paiva, vi Peniche com outros olhos, percorri (ainda mais) a Serra do Caramulo, calcorreei Coimbra, explorei a Ribeira de Quelhas, conheci a Lagoa dos Coadiçais, perdi-me (mesmo) no Baixo Mondego, visitei Gondramaz e no dia 29 de Dezembro, mesmo para terminar o ano em beleza, tive a sorte de assistir a um maravilhoso pôr do sol na Lagoa de Óbidos:

https://500px.com/hugojpferreira
(Foto Hugo Ferreira)
Em 2015 fiz (finalmente!) uma coisa que já tinha pensado fazer várias vezes, mas que nunca tinha posto em prática: a lista de livros lidos durante o ano. Que é a seguinte:

- Novos Contos da Montanha - Miguel Torga;
- Balada da Praia do Cães - José Cardoso Pires;
- Filha de Labão - Tomás da Fonseca;
- A Marca do Assassino - Daniel Silva;
- A Morgadinha dos Canaviais - Júlio Dinis;
- A Brusca - Agustina Bessa-Luís;
- O Vale do Terror - Arthur Conan Doyle;
- A Lã e a Neve - Ferreira de Castro;
- Marquesa de Alorna - Maria João Lopo de Carvalho;
e na parte final do ano, dediquei-me intensamente à obra daquela que é a Rainha dos mistérios policiais, Agatha Christie, relendo os livros:
- O Caminho para a Morte;
- O Homem do Fato Castanho;
- O Mistério de Listerdale (que são vários contos);
- Um Crime no Expresso do Oriente;
- O Segredo de Chimneys;
- Crime no Campo de Golfe.   

Muitos dos livros que li, já estavam na estante há anos, mas nunca tinha tido antes disposição para os ler.  Mas num modo geral, tive boas leituras. Foi uma agradável surpresa ler "A Filha de Labão", que adorei, e também gostei bastante de "A Lã e a Neve", com toda a sua imagem crua da realidade da época.
Já para este início de 2016, continuarei com Agatha Christie e vou acabar "A Família Inglesa" de Júlio Dinis, que comecei a ler no ano passado, mas não terminei.

Quanto aos planos para o novo ano, não existem! Se formos pensar bem no assunto, a mudança para um novo ano é só a passagem de um dia, para o outro :) O Ano Novo Chinês nem sequer é agora.
Ter objectivos e metas, é uma coisa que é importante para continuar a evoluir e ir sempre mais além, mas que não tem que ser tão estanque no tempo. Só a ideia de pensar que "no próximo ano, vou ter que..." stressa-me. E eu não tenho problema com prazos! Mas há coisas que não vale a pena pôr uma data, pelo menos não assim.

E para não me alongar demais com este sumário de 2015 (que já está no passado), nem com outras explicações, vou finalizar desejando a todos um Fantástico Novo Ano! 

Bem-vindo 2016!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

De Tudo um Pouco

Estes últimos dias têm sido um corrupio. Não, não é a barafunda do Natal, que eu disso já me deixei (há largos anos). São novos projectos, uma formação extra e muitas visitas a Coimbra para tudo isto. Ufa, que canseira! 
E como o tempo não dá para tudo, infelizmente foi o blogue que sofreu, mais as visitas e comentários nos vossos. Mas espero que me perdoem, pois já voltei :)

Há alguns dias atrás fui nomeada para uma TAG, pelo pessoal do OPINA - Espaço de divulgação cultural,  o que muito me lisonjeou. Não conhecia o blogue e fiquei bem agradada com o espaço e pela nomeação, que agradeço desde já :)


Passo então a explicar a TAG e suas regras:

- Responder a todas as perguntas;
- Indicar no mínimo 11 blogs com menos de 500 seguidores;
- Colocar o selo da TAG (está em cima);
- Colocar o link de quem indicou. 

Aqui vão as perguntas e as minhas respostas:

1) Qual é o teu estilo de música favorito?

O favorito de todos é o Rock, é a minha essência. Mas também adoro Indie e muitos outros estilos que me apelem à alma e que sejam menos "mainstream". Não sou decididamente é uma miúda de música comercial e que esteja "na moda".

2) Qual é a tua peça de roupa preferida?

Não tenho uma peça de roupa que possa considerar preferida. Toda a roupa tem a sua utilidade e dependendo da altura do ano, uso mais ou menos vezes. Agora, nesta altura do ano, posso considerar que seja o gorro. Não gosto de perder calor pela cabeça :)

3) Qual é o teu calçado favorito?

Calçado que seja confortável e bonito. Gosto muito de sapatilhas, pela versatilidade. E porque preciso delas para correr, caminhar, andar na serra e até para andar na horta, pois uso as sapatilhas velhas, para lhes dar um último uso.

4) Camisa ou camisola? Calças ou calções?

Camisola e calças, definitivamente, pelo conforto e uma vez mais, pela versatilidade. Mas não digo que não às outras duas, há sempre ocasiões para as camisas e calções :)

5) Cabelo estiloso ou tradicional? Liso ou encaracolado?

Cabelo com personalidade e conforme a vontade. O meu como é ondulado, tanto o ponho liso, como lhe dou uns jeitos para ficar com uma espécie de uns caracóis.

6) Brigadeiro ou gelado?

Apesar de gostar muito de chocolate, aqui vou escolher o gelado. É o meu pecado de todo o ano!

7) Doce ou Salgado?

Normalmente salgado. Mas como não gosto de radicalismos, de vez em quando gosto de atacar nos doces.

8) Como defines o teu estilo?
 
Ecológico? Na verdade, não sei como o defino. Posso dizer que NÃO SOU clássica, nem de modas, nem hippie, nem desmazelada, nem formal, nem girly, nem... Gosto de coisas bonitas e elegantes e práticas. O meu estilo é o meu. E é um organismo vivo, está sempre a aprimorar!

9) És do tipo de pessoa que consome bastante ou que só compra o básico?

Bem , esta é fácil :) Só compro o que acho que seja necessário. E mesmo isso... tenho uma grande veia... forreta poupada. (achavam que eu ia dizer ecológica? também.)

10) Consideras-te vaidosa?

Vaidosa não. Sou orgulhosa de mim. Agora. E isto implicou (e ainda implica) um grande esforço para me conhecer a mim mesma e aquilo que é (realmente) importante para mim.

E foi isto :) Agora já me conhecem um pouco mais.

Estes são os blogues que eu indico para esta TAG:

Manualidades e não só - http://manualidadesenaoso.blogspot.pt/
A trajetória de Ex Não Vaidosa - http://vaidadezero.blogspot.pt/
Bolos com creme, disse ela! - http://coffeecakeandabookplease.blogspot.pt/
Fascínio pelos pontos - http://fasciniopelospontos.blogspot.pt/
Outras coisas da Teresinha - http://outrascoisasdat.blogspot.pt/
The [not so] girly girl - http://the-not-so-girlygirl.blogspot.pt/

E todos os outros que queiram participar!!! Levem a imagem e respondam as perguntas.

Uma boa semana para todos e por favor não sejam engolidos pela barafunda do pré-Natal :)
 

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Doce de Castanha

umas duas ou três semanas atrás, fomos passear para os lados do Caramulo, em busca de locais para fotografias de Outono. Na zona de Pedronhe existe uma queda de água meia escondida, bem interessante, que se chama Bica da Água D'Alta. Para se chegar a esta queda de água, temos que percorrer um caminho ladeado de castanheiros e outras árvores autóctones. Já há dois anos lá tínhamos ido, também no Outono, e nessa altura apanhámos uma sacada de castanhas, castanhas essas que se espalhavam pelo caminho fora.

Este ano não foi diferente: enquanto ele tirava fotografias, eu apanhava castanhas :) Apanhei cerca de 2,5 quilos de castanhas, bem grandes. Estava já com a ideia de experimentar fazer Doce de Castanha, por ter visto num programa de televisão fazerem "Creme de Marron" (que é um sabor típico francês, de recheio de crepes) que me pareceu delicioso.


Castanhas apanhadas nesse dia
Como não tenho muita prática em fazer doces e não conheço os pontos de açúcar, pesquisei umas quantas receitas e acabei por fazer o Doce de Castanha deste modo:
Cozi as castanhas (previamente golpeadas) em água com um pouco de sal.

Quando cozidas, descasquei-as ainda quentes, para ser mais fácil tirar a pele.

Desfiz com um garfo a parte das castanhas cozidas que iria ser usada no doce.

Coloquei o açúcar com a água num tacho largo e levei a lume forte até ferver.
Depois de ferver um bocado, juntei as castanhas e deixei ferver mais uns minutos até sentir a engrossar mais.
Passei a mistura com a varinha mágica e deixei ferver mais um minuto. Depois desliguei e deixei arrefecer um pouco.
Coloquei em frascos de vidro esterilizados e deixei um pouquinho no fundo do tacho para o pessoal (e eu) provarmos :)))


As quantidades que usei foram as seguintes:

Para 500g de castanhas cozidas e descascadas, 300g de açúcar amarelo menos uma colher de sopa, 1 colher de sopa de açúcar baunilhado e 300ml de água.

Dá cerca de 3 frascos médios.

O resto das castanhas cozidas que não utilizei, congelei. Irei utilizar mais tarde em puré de castanha, que já ando há anos para experimentar fazer.

Castanhas cozidas, peladas e desfeitas, prontas a congelar

Quanto às fotografias de Outono, deixo-vos uma pequena amostra. E não digam que o nosso Portugal não tem paisagens bonitas para admirar :)


https://www.facebook.com/hugo.ferreira.myimagingtours.photography?ref=ts&fref=ts


Uma boa semana de Outono!